Celebra-se a 19 de novembro, o Dia Internacional do Homem. Nada como lançar, hoje, um tema neste espaço dedicado aos homens. E porquê? Escrevo este guia de psicologia para homens porque no dia a dia, em consultas, acompanho inúmeros pacientes homens que partilham alguns dos desafios aqui abordados. Expressões como “é assim” (a encolher os ombros) ou “não quero chatear ninguém” são muito comuns. Se se revê nelas, não está de todo sozinho. A ideia deste artigo não passa por partilhar “soluções mágicas”, mas sim ideias que o possam ajudar e saber quando fará sentido falar com um especialista sobre saúde mental.
Porque é (ainda) difícil para muitos homens falar de emoções?
Por um lado, o homem é ainda em algumas famílias o modelo de “força”. Espera-se que seja líder, resolva problemas e… trabalhe. Torna-se desconfortável pedir ajuda, sendo eventualmente sentido como um sinal de fraqueza.
Sinais de alerta
Pedir ajuda é resolver problemas. É um sinal de força! É agir contra algo nos perturba, nos deprime ou rouba a alegria do dia a dia. Aqui vão alguns pontos aos quais deverá prestar atenção (e agir):
- Irritabilidade, impaciência
- Alterações no sono (acordar várias vezes, dormir demais ou só adormecer de madrugada)
- Perda de interesse no que antes lhe dava prazer
- Tensão no pescoço/mandíbulas, dores de cabeça
- Consumir mais álcool, tabaco, comida ou… tecnologias
- Evitar convívio/socializar (a típica desculpa do “não tenho tempo”)
Plano de ação
- Criar uma rotina de sono: hora de deitar/levantar estável
- Exercício (moderado, se não estiver habituado): 20-30 minutos de atividade moderada 3x por semana ou, no mínimo, uma caminhada vigorosa 15 min por dia (no mínimo, faça transpirar a camisola!)
- Reduzir um dos vícios: sejam eles alimentares, tabágicos ou mesmo tecnológicos. Os pequenos ecrãs são responsáveis por uma imensa perda de horas e horas. Se é o seu caso, consulte o relatório de utilização do seu telefone/tablet (ex: se tiver um iPhone/iPad, vá a definições / Tempo de Ecrã. Aqui poderá ver o resumo diário ou semanal das suas atividades e aplicações que mais utilizou). Alerta: vai-se assustar!
Deve procurar ajuda psicológica
Todos temos fases menos positivas, geralmente temporárias. Contudo, deve procurar ajuda profissional, tal como a Consulta de Psicologia, se verificar os seguintes critérios:
- Sintomas há > 2–3 semanas
- Impacto visível no trabalho
- Alterações nas suas relações familiares ou sociais
- Alteração brusca do seu estado de saúde
- Pensamentos de desânimo/auto-desvalorização, etc.
Também aplicável neste quadro, a acupuntura pode ser útil para regular o sono, diminuir tensão física e reduzir sintomas de stress. Em muitos casos, funciona como ponte corpo-mente, o que pode facilitar o trabalho psicológico. E, claro, se existir dor envolvida… não hesite em recorrer à acupuntura!
Na Clínica Sintra Saúde recomendamos integrar ambas as especialidades sempre que faça sentido, mantendo a psicoterapia no centro do processo.
“A sessão de psicologia pode ser o primeiro passo para colocar a casa em ordem.”
Se sentir apelo, visite-nos ou agende a sua consulta através do telefone 219210023 ou através do nosso sistema de marcações online.
Se estiver em risco imediato, contacte o 112.
Não dispensa a consulta do seu médico especialista.











