Menopausa e dor: não é “só da idade”

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menopausa e dor
A dor pode tornar-se mais presente durante a menopausa, mas nem tudo deve ser atribuído às hormonas. Saiba porque esta fase merece uma abordagem mais completa e individualizada.

A 18 de outubro assinala-se o Dia Mundial da Menopausa. Em 2026, a Sociedade Internacional da Menopausa escolheu como tema “Chronic Pain at Midlife” — Dor Crónica na Meia-idade.

Aqui no blog da Clínica Sintra Saúde já discutimos várias temáticas associadas à menopausa. Mas ainda não falámos sobre a associação entre a menopausa e a dor.

É um tema particularmente importante porque muitas mulheres começam a sentir mais dores durante a perimenopausa e a menopausa — e nem sempre essa relação é reconhecida.

Mas há também um erro que deve ser evitado, e que ouvimos diariamente, que é o atribuir automaticamente todas as dores às hormonas ou à idade.

E porque é que se pode sentir mais dor nesta fase?

A transição para a menopausa envolve muito mais do que alterações no ciclo menstrual.

– Não é só deixar de ter menstruação –

Nesta fase, podem ocorrer mudanças no sono, humor, composição corporal, saúde musculoesquelética e na própria forma de responder ao stress e à dor. A dor crónica na meia-idade é literalmente enviada para segundo plano, mas deveria ser encarada de forma individualizada. E do nosso ponto de vista, de forma multidisciplinar.

É fácil perceber como, por exemplo, um sono perturbado de forma crónica pode afetar o dia a dia:

dormir pior → recuperar pior → sentir mais fadiga → menor tolerância à dor

Da mesma forma, stress, alterações do humor ou afrontamentos persistentes podem tornar um problema doloroso pré-existente mais difícil de gerir.

Que dores podem surgir ou agravar?

Tudo dependerá do estilo de vida. Como em todas as fases da vida, o sedentarismo conduz a muitas destas queixas, não apenas no caso das mulheres. Durante a perimenopausa e menopausa, algumas mulheres referem:

  • dores musculares e articulares;
  • maior rigidez;
  • dor cervical ou lombar;
  • cefaleias ou enxaquecas;
  • agravamento de dores previamente existentes;
  • maior tensão muscular;
  • dificuldade acrescida na recuperação após exercício.

Claro está, este conjunto de sintomas não significa de todo que estes tenham origem hormonal.

Nem tudo é “menopausa”

Uma mulher de 50 anos com dor no ombro pode ter uma tendinopatia. Pode existir uma alteração da coluna, artrose, uma lesão muscular ou qualquer outro problema musculoesquelético.

E pode, ao mesmo tempo, estar numa fase hormonal que influencia o sono, recuperação, energia e experiência da dor. Uma coisa não exclui a outra.

Por isso, dizer simplesmente “é da menopausa” pode ser tão pouco útil como ignorar completamente a fase de vida em que essa mulher se encontra. É assim que muitas das queixas musculoesqueléticas acabam por se tornar casos mais complicados – pelo protelar.

A Sociedade Internacional da Menopausa chama precisamente a atenção para o facto de a dor das mulheres, ao longo dos anos ter sido, demasiadas vezes, desvalorizada ou atribuída a fatores emocionais sem investigação adequada. “É a fase menstrual”, “comi qualquer coisa que me fez mal” ou é a “maldita menopausa” – quantas vezes já ouvimos esta história? Muitas!

Olhar para a mulher e não apenas para o sintoma

A perimenopausa e a menopausa são fases de transição e, muitas vezes, os sintomas não aparecem isoladamente.

Por isso, além de investigar “onde dói?”, pode ser igualmente importante perceber:

  • Como está a dormir?
  • Como está a recuperar?
  • Houve alterações do ciclo?
  • Como estão os níveis de energia?
  • Existe mais stress ou ansiedade?
  • Está a praticar exercício?
  • Houve alterações de peso ou composição corporal?

Nas consultas de Acupuntura na Clínica Sintra Saúde, esta visão mais global é utilizada quando o tema é dor e saúde da mulher. Abordamos a perimenopausa e a menopausa como uma fase de transição do corpo inteiro e não apenas como uma sucessão de sintomas isolados.

Como tal, a resposta para cada caso depende sempre da paciente e das queixas predominantes. Para além da acupuntura, outras opções podem ser consideradas:

  • exercício físico e treino de força
  • alimentação, suplementação ou fitoterapia
  • fisioterapia

E, como noutros casos, não se dispensa a consulta e acompanhamento pelo seu médico especialista.

Onde entra a acupuntura para dor na menopausa?

Na Clínica Sintra Saúde, acompanhamos mulheres durante a perimenopausa e menopausa tanto pelos sintomas desta transição como por dor musculoesquelética, tensão muscular, alterações do sono, enxaquecas ou stress.

A Acupuntura pode integrar esta abordagem complementar, nunca substituindo o acompanhamento médico.

Quando a principal queixa é a dor, procuramos perceber que movimentos provocam os sintomas, que músculos estão envolvidos e se existem possíveis compensações ou inibições musculares.

Dependendo da avaliação, o tratamento pode combinar pontos locais e distais, eletroacupuntura e outras técnicas da Medicina Chinesa.

A menopausa é uma transição natural da vida para todas as mulheres. Porém, dor persistente não deve ser automaticamente aceite como parte inevitável dessa transição.

A mensagem deste Dia Mundial da Menopausa é simples: reconhecer a dor, investigar a sua origem e encontrar uma abordagem adequada para cada mulher.

Conte connosco nesta etapa.

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